O investimento de R$ 17 milhões do Ministério da Saúde na formação emergencial de 760 enfermeiros obstétricos busca enfrentar a escassez desses profissionais no Brasil e fortalecer o atendimento às gestantes no SUS. Em um país com apenas cerca de 13 mil enfermeiros obstétricos registrados, a iniciativa pretende humanizar o parto, reduzir intervenções desnecessárias e combater as altas taxas de cesarianas.
Em Viçosa Zona da Mata de Alagoas, os resultados desse modelo já são visíveis. Após a qualificação de um enfermeiro obstétrico no município, o número de partos realizados no hospital local saltou de menos de 100 para aproximadamente 600 por ano. O avanço reduziu a necessidade de deslocamento de gestantes para a capital, diminuindo riscos e garantindo mais segurança e conforto às mães.
A experiência de Viçosa reforça a importância do enfermeiro obstétrico no acompanhamento do pré-natal, do parto normal e do pós-parto, valorizando a fisiologia do nascimento e a autonomia da gestante. Apesar dos avanços, especialistas alertam que o número de profissionais ainda é insuficiente para atender à demanda nacional, tornando o investimento em formação e treinamento prático essencial para salvar vidas e melhorar a saúde materna no país.


