Um professor de dança e coreógrafo de bandas de fanfarra, identificado como Edinaldo da Rocha França, conhecido artisticamente como Edinho Rocha, foi morto a golpes de faca na noite da última quinta-feira (5), no município de Viçosa, interior de Alagoas.
O crime ocorreu dentro de uma residência localizada no Conjunto Cidade de Deus, área 4, no bairro Mutirão. Segundo informações preliminares da Polícia, o principal suspeito do homicídio, identificado pelas iniciais T.A.S.N., foi preso pouco tempo depois, após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade em busca de atendimento médico.
O suspeito apresentava ferimentos graves pelo corpo e, durante o atendimento, teria confessado a autoria do crime. Em depoimento às autoridades, ele relatou que o assassinato teria sido motivado por um desentendimento com a vítima.
O corpo de Edinaldo foi encontrado dentro da residência, escondido atrás de uma máquina de lavar roupas. Até o momento, a faca utilizada no crime não foi localizada pelas equipes de investigação.
Após a confissão, o suspeito foi encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Viçosa, onde permanece detido e à disposição da Justiça.
Trajetória marcada pela cultura das fanfarras
Natural de Major Izidoro, no Sertão alagoano, Edinho Rocha era uma figura bastante conhecida e respeitada no cenário cultural do estado. Sua trajetória artística teve início na década de 1990, quando integrou a banda fanfarra da Escola Estadual Constança de Góes Monteiro.
Com o passar dos anos, passou a atuar como coreógrafo de diversas bandas, destacando-se pela dedicação e contribuição à formação cultural de jovens músicos e dançarinos. Atualmente, era responsável pelas coreografias de várias fanfarras, entre elas a Banda Fanfarra Santo Antônio (Major Izidoro), Banda Fanfarra Estrela do Paraíba (Atalaia), Banda Fanfarra Municipal de Viçosa, Banda Fanfarra Elenita Lucena (Capela) e a Banda Fanfarra Municipal de Senador Rui Palmeira.
A morte de Edinho Rocha causou grande comoção no meio artístico e cultural, especialmente entre integrantes de bandas de fanfarra de diversas cidades de Alagoas, que lamentaram a perda de um profissional reconhecido por seu talento e dedicação à cultura popular.




