Marcelo da Silva Caldas, de 42 anos, morto a tiros em plena luz do dia nesta quinta-feira (5), no bairro Canaã, em Maceió, já havia escapado de um atentado cerca de um mês antes, no interior de Alagoas. A informação foi confirmada pela Polícia Militar.
De acordo com a PM, no dia 8 de janeiro deste ano, Marcelo conduzia um veículo por uma estrada do município de Viçosa quando o carro foi atingido por disparos de arma de fogo. Apesar do ataque, ele não ficou ferido, e o caso foi registrado à época como dano material.
Ainda segundo a corporação, não há, até o momento, confirmação de ligação direta entre o atentado ocorrido em Viçosa e o homicídio registrado em Maceió. No entanto, o histórico recente da vítima passou a integrar as linhas de investigação das forças de segurança.
Quem era Marcelo da Silva Caldas
Marcelo trabalhava como motorista em um escritório de advocacia que tem entre seus sócios o deputado estadual Lelo Maia. Conforme informações policiais, ele exercia a função havia algum tempo.
O crime aconteceu após Marcelo estacionar o carro nas proximidades de uma escolinha de futebol, localizada na Avenida Durval de Góes Monteiro. Testemunhos iniciais indicam que um dos suspeitos teria chamado a vítima pelo nome antes de efetuar os disparos.
A Polícia Militar informou ainda que Marcelo respondia, em 2018, por crimes de calúnia, difamação e ameaça, além de ter registrado um boletim de ocorrência por ameaça em 2024.
Os suspeitos do crime seguem foragidos. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura a autoria, a motivação e a dinâmica do assassinato. Até o momento, ninguém foi preso. Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima ao Disque Denúncia, pelo número 181.




