Um professor do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), que ocupava o cargo de diretor-geral do campus Viçosa, foi demitido após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou condutas irregulares com conotação sexual dentro da instituição.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (30), por meio da Portaria nº 1.114/IFAL.
Investigação começou em 2025
As investigações tiveram início em julho do ano passado, quando o então diretor foi afastado preventivamente para a apuração dos fatos. O procedimento foi conduzido internamente pelo Ifal, garantindo, segundo a instituição, o direito à ampla defesa e ao contraditório.
O caso ganhou repercussão nacional após reportagem do Metrópoles, que destacou denúncias de assédio sexual em universidades e institutos federais em todo o país, incluindo o episódio registrado em Alagoas.
Demissão foi baseada na Lei nº 8.112
De acordo com a portaria assinada pelo reitor Carlos Guedes de Lacerda, a penalidade de demissão foi aplicada ao professor da carreira de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT).
A decisão teve como base o artigo 132, inciso V, da Lei nº 8.112/1990, que trata de infrações disciplinares graves no serviço público federal.
O documento também menciona o Parecer nº 00034/2026, que analisou o processo e recomendou a aplicação da penalidade. A demissão passou a valer na data de publicação no Diário Oficial.
Nota oficial do Ifal
Em nota, o Ifal afirmou que mantém uma política de integridade e que todas as denúncias são tratadas pelos órgãos internos competentes, como ouvidoria, auditoria, conselho de ética e corregedoria.
A instituição informou ainda que o caso foi apurado de forma sigilosa e que, após a conclusão do processo e análise da procuradoria federal, houve recomendação pela demissão, conforme prevê a legislação.
Por fim, o Ifal reforçou o compromisso com o combate ao assédio e à discriminação no ambiente institucional, seguindo diretrizes do programa federal voltado à prevenção dessas práticas.




