Após anos de espera por uma resposta da Justiça, chegou ao fim o julgamento do homem acusado de assassinar a professora Cenira Angélica Ventura da Silva, em Viçosa, interior de Alagoas. O réu foi condenado a 29 anos de prisão pelo Tribunal do Júri, em decisão que encerra uma das maiores comoções criminais já registradas no município.
O caso ganhou grande repercussão em Viçosa e em toda Alagoas pela violência do crime. Segundo as investigações, a professora foi morta após ser atingida por 37 golpes de faca, em um episódio que causou revolta e tristeza entre familiares, amigos, colegas de profissão e moradores da cidade.
Cenira Angélica era conhecida na comunidade pelo trabalho desenvolvido na educação e pela convivência com alunos e colegas. Sua morte gerou grande mobilização e trouxe novamente à discussão a importância do combate à violência contra a mulher.
Durante o julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Viçosa, o acusado foi considerado culpado pelos crimes atribuídos a ele, recebendo a sentença de 29 anos de reclusão.
A condenação representa, para familiares e pessoas próximas à vítima, um passo importante na busca por justiça após anos de espera. O caso permaneceu na memória dos moradores de Viçosa, que acompanharam o processo judicial e aguardavam pelo desfecho.
O crime aconteceu em 2018 e, desde então, a família da professora aguardava pelo julgamento do acusado. A decisão judicial encerra uma etapa marcada pela dor da perda e pela expectativa de responsabilização pelo assassinato.
A condenação também reforça o alerta para a necessidade de enfrentamento aos casos de violência contra mulheres, especialmente situações de extrema gravidade que deixam marcas profundas nas famílias e comunidades.
Caso Cenira Angélica
A morte da professora se tornou um dos casos mais lembrados pela população de Viçosa nos últimos anos, não apenas pela brutalidade do crime, mas também pela trajetória da vítima e pelo impacto causado entre aqueles que conviveram com ela.



