Especialistas apontam que a maioria desses óbitos poderia ser evitada com acesso adequado aos serviços de saúde, especialmente por meio do pré-natal e do acompanhamento após o nascimento do bebê.
Em Viçosa, o enfermeiro obstétrico Renné Costa destaca que o trabalho desenvolvido por equipes multiprofissionais tem contribuído para ampliar o acesso das gestantes aos cuidados necessários. Segundo ele, a atuação integrada entre enfermeiros, médicos e demais profissionais da saúde fortalece a assistência prestada às mulheres durante todo o período gestacional.
Entre as principais causas de mortalidade materna estão complicações relacionadas à pressão alta na gravidez, hemorragias, infecções e outras intercorrências que podem ser identificadas e tratadas quando há acompanhamento adequado. Por isso, especialistas recomendam que as gestantes iniciem o pré-natal o mais cedo possível e mantenham as consultas regularmente.
Além dos cuidados durante a gravidez, o acompanhamento no pós-parto também é considerado fundamental. Sinais como febre, sangramento excessivo, falta de ar e alterações na pressão arterial devem receber atenção imediata para evitar complicações.
A conscientização sobre a importância desses cuidados é vista como uma das principais ferramentas para reduzir os índices de mortalidade materna e garantir mais segurança para mães e bebês.




