Estudantes de Viçosa estão se destacando na iniciação científica com o projeto GEOVIC II, desenvolvido no IFAL Campus Viçosa e apoiado pela Fapeal. A iniciativa conquistou 13 medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) 2025, com equipes entre as melhores de Alagoas e participação na fase final na Unicamp.
O projeto envolve 13 alunos e vai além das competições, incentivando o pensamento científico, melhorando o desempenho escolar e ampliando o interesse pelos estudos. Em Viçosa, os próprios estudantes também organizaram o II Seminário GEOVIC, com oficinas, minicursos e apresentações.
Além dos resultados nas olimpíadas, três alunos do município foram selecionados para bolsas do CNPq, entre mais de 100 mil participantes em todo o país, e devem seguir em atividades científicas ao longo de 2026.
Trajetórias que começam na escola pública
Quando questionada sobre a experiência no projeto, Larissa Casado cita que ela representou uma mudança significativa em sua vida pessoal e acadêmica. “Eu me tornei uma pessoa mais responsável e aprendi muito sobre trabalho em equipe. A pesquisa me ensinou a dizer ‘sim’ para as oportunidades. Hoje, não tenho mais medo de me comunicar em público e sinto vontade de compartilhar o que aprendi”, relatou a aluna.
.jpg)
Ela também destacou o impacto da seleção para a bolsa. “Foi uma felicidade muito grande. É mais uma confirmação de que o conhecimento pode nos levar longe, e isso me motiva a continuar me dedicando”, completou.
Robert Shaid também atribui ao Pibic Jr um papel decisivo em sua trajetória. “Passei a ter mais autonomia nos estudos e desenvolvi um pensamento mais crítico. O projeto foi a base de tudo que estou construindo hoje. Ser selecionado pelo CNPq foi um reconhecimento de todo o esforço e uma motivação para continuar na área acadêmica”, afirmou o bolsista.
.jpg)
Já Mizaelly Cavalcante ressaltou as transformações no olhar sobre a ciência. “Aprendi a ter mais organização, melhorar minha escrita e desenvolver o pensamento crítico. Como nosso professor diz, aprendi a ‘desnaturalizar o olhar’. Participar do projeto me fez enxergar a ciência como ela realmente é”, contou a estudante.
.jpg)
Ela também relembrou o início da trajetória no GEOVIC II. “Comecei como voluntária e poderia não ter aceitado, mas disse ‘sim’. Hoje, vejo o quanto isso fez diferença. A bolsa veio como uma surpresa e um sentimento de conquista”, disse ela.
De acordo com Wellington Brito, a participação dos alunos no Pibic Jr foi fundamental para esses resultados. “O apoio da Fapeal é essencial para que iniciativas como essa aconteçam. O programa garante condições para que os estudantes permaneçam e tenham êxito, além de estimular o interesse pela ciência desde cedo”, afirmou o orientador.




